Saturday, September 30, 2006

Pai nosso que estás no céu
a menina se deita na cama e chora
longe de lá,
o corpo já não aguenta a cerveja,
mas a mente pede ainda mais, soberba
o pão nossa do cada dia nos dai hoje,
um forte vento sopra do oriente derrubando o velho no sertão
não nos deixe cair em tentação,
a gartoa grita, ela quer
o poder,
e a glória,
para sempre,
amém
Pai nosso que estás no céu
aonde está o amor, aonde??
Só quero estar com ele,
deus me ajude!!!
o pão nossa do cada dia nos dai hoje,
sei que não estou sozinha, mas também não,
...temos perdoado a nossos devedores,
o barulho das gotas no vidro da janela,
a chuva cai cada vez mais lentamente
pois teu é o reino,
e para,
e a glória,
cai um raio,
amém
por que??? por que não posso tê-lo???
santificado seja o teu nome,
só lhe peço um amor, apenas isso
e seja feita tua vontade
o estrondo de um carro batendo,
o vidro quebrado,
dívidas assim como temos perdoado a nossos devedores,
a mãe chorando, berrando
mas livra-nos do mal,
um homem
o poder,
sem comida,
com fome,
morre
amém
Pai nosso que estás no céu
santificado seja o teu nome,
venha o teu reino
eu quero ele, preciso dele, eu amo ele
assim na terra como nos céus,
a fé a fé, paixão e fé a fé, faca amolada
perdoa nossas dívidas assim como temos perdoado a nossos devedores,
não nos deixe cair
mas livra-nos
do poder,
e a glória,
para sempre,
amém
a mãe, entra no quarto da menina,
e pra completar-lhe a tristeza,
avisa da morte do irmão...
e o homem, no sertão, por lá fica,
esqueçido,
sofrido
árido.



quro aqui frizar, não ser este um texto anti religioso, mto pelo contrário, e q no final a glória e o poder referidos como indesejados são apenas os vís poder e glórias materiais humanos, não os divinos.
Sentimentalismo tosco, mas o q mais se deve esperar de alguém q passou a vida pensando em se matar?
Tenho dom ímpar para coisas ruins, posso me drogar à vontade, não me vicio, nem passo mal, roubo o q quero, jamais fui pego, ando na chuva sem camisa e sem preocupação, nunca fiquei doente, mato aulas como mato patos nun jogo de videogame e tantas outras coisas, tudo vaidade e aflição da alma...
No fundo, sou um cara legal, ou pelo menos tento ser, mas não consigo controlar meu ímpeto de destruição, destruição de vidas, de alegrias, de propriedes de mentes de amizades...
Estou cansado, cansado do mau, e mais ainda do mal, quero ser feliz!!!
Mas quanto egoísmo, ficar falando de sí próprio é ridiculo, devemos falar de idéias, trocar idéias, fazê-las, mas confesso q no momento, não tenho nenhuma